segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Câmeras: Invasão ou não de privacidade?


Depois de perder um dos olhos em um acidente, o cineasta Rob Spence observando a câmera do seu telefone celular, teve a idéia de colocar uma câmara sem fios na sua prótese. Ele criou junto com Kosta Grammatis um projeto chamado EyeBorg- como já foi dito no primeiro post- e com isso estão tentando fazer história, substituindo o olho por uma câmera de vídeo sem fios e um transmissor em uma prótese ocular. Spence a primeira pessoa a testar essa prótese e com isso faz um documentário utilizando o olho cyborg, que teve a estréia no Museu de Melbourne. Mas para Rob, esse olho e mais do que uma ferramenta de produção cinematográfica única e nova perspectiva que foi criado: é um sinal das coisas por vir. Em uma entrevista Spence diz: "Estamos no alvorecer da era pós-humano. "Estamos a mudar profundamente. Tudo começou com a gente vestindo roupas e então foi para os óculos e pacemakers e iPhones”. "Estou reduzindo isso um pouco de um truque, eu suponho. Mas eu não me levo muito a sério", acrescenta. Após Spence revelar a sua idéia de filmar tudo o que ver, esse projeto vem gerando muita polêmica na sociedade. Apesar de as pessoas estarem vigiadas o tempo todo, por onde andam são filmadas cinco ou seis vezes por câmeras de segurança. Elas dizem não se sentirem bem, conversando com alguém que sabem que está filmando- as. Porém Rob Spence só ta mostrando o que a todo tempo pode ser visto por câmeras de vigilância.
Hoje na sociedade não existe mais privacidade ao andar na rua, as pessoas estão sendo vigiadas 24 horas. Por onde passam existem tecnologias móveis posicionadas em pontos estratégicos da cidade e associadas a conexões em rede, como instrumentos de valorização do local e da mobilidade. Essa privacidade é tirada, não só por câmeras de vigilância, mas também por qualquer tipo de tecnologia. Pode se usar o aparelho celular, sites e programas de reality shows.  O aparelho celular, é uma das ferramentas tecnológicas mais populares nesse sentido e possuem excelente qualidade de resolução e com um desses dispositivos à mão, é só apontar, clicar e pronto. Tem-se um registro em foto ou vídeo, os chamados “flagras”. Muitos paparazzi têm adotado este artifício, na disputa para conseguir os melhores clicks e maiores flagras de famosos. Os realities shows, como por exemplo: A Fazenda, Ídolos, Casa dos Artistas e Big Brother, são programas compostos em sua estrutura por um número X de participantes e que durante algum período disputam não apenas o prêmio final, mas também o carisma do telespectador. Os programas permitem ao espectador analisar e avaliar a partir de várias câmeras o comportamento do participante no jogo. Como a invasão é consciente tanto para quem vê quanto para quem é visto, os participantes acabam vestindo uma máscara, assumindo uma postura divergente da própria. Já na internet, utilizam-se os sites de relacionamento como: Google, Facebook, o Orkut, You Tube entre outros. Essa tecnologia, é a quebra das fronteiras entre o privado e o coletivo, o permitido e o invasivo que é discutida em Invasão de privacidade. Por um lado essa invasão é ruim, pois tira a privacidade e restringe o movimento do indivíduo, mas por outro essas câmeras auxiliam na segurança pública.

Postado Por Ana Julia Carneiro

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