Rob Spence é um cineasta canadense, de 37 anos. Aos treze se acidentou e perdeu um olho ao brincar com a espingarda do seu avô. Mesmo assim construiu uma carreira, como produtor, nessa profissão em que o olhar é quase tudo. Agora o diretor pretende transformar essa deficiência em vantagem. Rob Spence prepara um documentário sobre a expansão das câmaras de vigilância na vida cotidiana do cidadão. Um procedimento pioneiro e curioso pretende impulsionar essa iniciativa. Spence decidiu reunir uma equipe de engenheiros e oftalmologistas com o objetivo de elaborar uma prótese ocular que incorpore uma câmera em miniatura que o permita registrar e transmitir tudo que observa. Seu projeto chama-se Eyeborg.
Spence destaca ao diário espanhol El Mundo que o projeto pretende denunciar com as imagens obtidas “a fragilidade do nosso direito à privacidade, na medida em que os serviços de segurança aumentam a vigilância em nossas sociedades modernas”. Segundo ele a sociedade caminha adormecida e todos os movimentos são controlados e vigiados. Ele vai entrevistar as pessoas sobre o que elas acham de estarem sendo espionadas o tempo todo, muitas vezes sem saberem – e elas estarão sendo espionadas durante esse processo! O realizador acrescentou que ninguém saberá, de antemão, que está a ser filmado, mas que, posteriormente, todos serão informados e terão que dar autorização para serem incluídos no filme.

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